Antigamente o próximo era próximo.
Hoje, o distante é próximo e o próximo é zumbi de smartphone !.
(By Ivo).
#pokémon
#zumbiDeSmartphone
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
terça-feira, 27 de setembro de 2016
A MÃO VISÍVEL DO ESTADO NA ECONOMIA DE MERCADO
A MÃO VISÍVEL DO ESTADO NA ECONOMIA DE MERCADO
IVO ZANONI
Membro da Academia
Nacional de Economia
(ANE, C138)
O sucesso da economia advém quase sempre de inovações para
cuja criação é necessária a mão visível do Estado para assunção dos maiores
riscos.
Isto confirmam Schumpeter, Lee Iacocca, Celso Furtado, e
Peter Drucker.
Mas o maior investimento do Estado está ligado a uma
estrutura tributária justa, ou seja, o Estado não é beneficiado imediatamente,
mas posteriormente, em termos de receita.
Por este motivo que os incentivos só devem prevalecer
enquanto se destinam a enfrentar os riscos.
Uma vez criada uma matriz estável o Estado se retira da área
específica e passa a atuar em outras áreas necessárias, do mesmo mercado.
E quando digo que o Estado se retira, isto significa a
diminuição dos incentivos (sob forma de investimento ou não) para os setores já
estabilizados, caso contrário nunca ocorreria o benefício social da tecnologia,
e a tributação passaria a ser injusta e concentradora de renda.
Isto diferencia o Estado de Direito, do Estado de Poder.
No Estado de Direito, em que se têm a tributação como
relação jurídica e não meramente uma relação de poder, o Estado investe em
setores que tragam não somente prosperidade individual, mas prosperidade em
termos de diminuição das diferenças regionais e sociais.
No Estado de Poder (na concepção de Hobbes), o Estado teria
tão somente a finalidade de dominar e impor, sem pensar no bem estar social.
Na Suécia, houve uma migração (transição) do Estado de Bem
Estar "maximalista" para o Estado Possibilitador. Isto não ocorreu
sem conflitos ideológicos com o ´status quo`, o que é natural.
No ramo de transportes, por exemplo, deve-se reativar a
malha ferroviária e aquaviária. Não
devem temer os transportadores rodoviários, pois, uma política correta faria
uma integração intermodal, aumentando e aperfeiçoando, ao invés de diminuir, os
corredores rodoviários do transporte. É
notório que o Estado não deve criar vias que levam e trazem nada a lugar
nenhum, como é comum em política, mas que integrem de fato os nichos produtivos
reais ou potenciais.
Estão neste contexto as políticas públicas ligadas à
integração das regiões metropolitanas e também as polticas do meio ambiente. ºemconcentradora de rendacorporando meu
conceito de MNtadoa a m proativas e din míticas do meio ambiente e
desenvolvimento sustentável (inclusive o saneamento e o aproveitamento dos
recursos naturais).
Esta integração é contingente para o sucesso da política
pública e necessária para a reconstrução e criação da nova malha a partir da
estrutura logística atual de transportes.
Assim, a mão visível do Estado deve atuar de forma proativa,
não para salvar setores anacrônicos, mas para que estes sobrevivam com a
incorporação necessária de inovações. O Estado não pode simplesmente salvá-los
subvencionado os modelos ultrapassados.
Em Santa Catarina, destacam-se as políticas públicas que
criaram polos tecnológicos sob forma, por exemplo, de celeiros desenvolvedores
de novas tecnologias.
Estas ideias constam de minha tese doutoral e, por questão
de direito autoral do conceito de "Mão Visível do Estado" tive o
cuidado de publicar antes de sua defesa, o artigo "A mão visível do
Estado: uma decorrência da Economia como Ciência Moral" (Revista Bonijuris
nº 595, jun/2013 - Curitiba/PR).
As ideias de Lee Iacocca, que salvou a Chrysler, estão mais
no sentido de advogar o financiamento estatal para a iniciativa privada, do que
na aplicação de direta de recursos em inovações técnicas. Neste caso o Estado
investiu e o mercado ganhou, mas o Estado também ganhou com empregos e
receitas. Ressalte-se que o investimento estatal foi temporário e localizado,
cirúrgico. Por isso, as políticas públicas de incentivo não devem ser
engessadas e amalgamadas a setores eternamente beneficiados, mas devem ser
proativas e dinâmicas.
O mesmo ocorreu, mais em forma de política pública de financiamento
a inovações, nos setores tecnolgicos
que permitiramola inovaç dedas a setores eternamente benecificados, mas devem
ser proativas e din mógicos que permitiram o sucesso de empresas norte
americanas como Apple e Google. Na dinâmica desta explosão tecnológica, estava presente
a mão visível e transparente do Estado a financiar as ideias e tecnologias
inovadoras.
Hoje existem mais obras escritas que versam sobre estas ideias,
além de Schumpeter, Furtado, Drucker e Iacocca.
Temos também Sahota (Gian
Singh,´Theories of personal income distribution`), Chang (Ha-Joon, ´Chutando a
Escada`) e, principalmente, e coincidentemente, surge, incorporando e
confirmando meu conceito de "A Mão Visível do Estado no mercado",
como contraponto à ´mão invisível` de Adam Smith, a inovadora autora Mariana
Mazzucato (´O Estado Empreendedor`) que vem desmascarar o mito de setor público
e setor privado, e cujos postulados já se consolidam na União Europeia. Quando da elaboração de minha tese doutoral,
eu não conhecia esta última autora e as idéias divulgadas em seus livros.
Enfim, esta ideia foi plantada em terra fértil e, assim,
ouso dizer, deverá produzir bons frutos.
#MãoVisívelDoEstado
#adamSmith
#IvoZanoni
#MãoVisívelDoEstado
#adamSmith
#IvoZanoni
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
NÃO PODEMOS NEM DEVEMOS SER REFÉNS DA TECNOLOGIA
Quando você compra um produto, paga por TODOS os
componentes.
NÃO É JUSTO que, quando queime um simples potenciômetro,
resistor, ou outro pequeno componente destes produtos você tenha que pagar pela
placa inteira, repleta de centenas de componentes bons pelos quais também pagou.
Por exemplo. A placa de fonte dos televisores. Normalmente,
quando você leva o aparelho em uma oficina, pegou a moda do técnico informar
que tem que trocar a placa inteira.
A placa é aberta e acredita-se que os técnicos tenham
possibilidade de consertar a própria placa. Mas não é isso que ocorre. Eles
alegam que se consertar o item específico, não vai funcionar e que é mais
seguro substituir toda a placa. Alegam também que não existem componentes
internos da placa para substituir (escolas técnicas, onde estão vocês?) E a
placa velha vai para o LIXO, poluir nosso meio ambiente, além de causar enorme
prejuízo ao consumidor. E observem que a placa de fonte pesa quase um kg e
possui centenas de componentes bons.
Isto ocorreu quando paguei R$ 400,00 por uma placa que é
considerada secundária em um televisor, a placa de fonte. Em um aparelho que
custa aproximadamente R$ 1.800,00 novo, tive de pagar tudo isso para consertar.
Isto ocorre também com os produtos da linha branca. Eu levei
uma secadora para conserto, e o técnico autorizado informou que eu deveria lhe
pagar R$ 780,00 para substituição de placas e outros componentes, quando uma
nova custa em torno de R$ 1.300,00. E eu vinha sempre fazendo a manutenção com
regularidade. Neste caso eu mandei a lavadora velha para sucata, onde também
irá provavelmente poluir o meio ambiente.
As impressoras, em que você paga por um cartucho que inclui
a próprio cabeçote cada vez que acaba a tinta: você compra o cabeçote e depois
é obrigado a jogá-lo fora (para onde vai?, provavelmente se somar à poluição do
meio ambiente) apenas para recarregar a tinta com novo cabeçote (isto não é
venda casada?).
Nos cosméticos, você às vezes se obriga a adquirir um kit
para ter acesso ao produto que lhe interessa, que inclui outros itens de que
não precisa (e olhem que algumas ditas boas marcas assim agem).
Eu particularmente fico alarmado com isso, mas vejo uma
GRANDE OPORTUNIDADE para que a pequena indústria paralela desenvolva soluções
para resolver estes casos em que o usuário/consumidor é feito refém dos
produtos tecnológicos ou não. Na área de cartuchos para impressoras, embora
você receba indevidamente xingamentos via internet dizendo que seu cartucho seria
falso (travando a SUA impressora, em alguns casos), existe, felizmente, uma
indústria incipiente, de tintas e remanufatura, desenvolvendo a substituição da
tinta sem necessidade de trocar o cartucho, gerando muitos empregos.
A internet está cheia de reclamações e inclui as TV`s a cabo
e por assinatura, em que você se vê obrigado a adotar “combos” com vários itens
que não interessam ao usuário, sem possibilidade de escolha.
As concessionárias de telefone e internet também estão no
caminho da monopolização em que o usuário já começou a pagar a conta do
possível monopólio. Onde está o CADE?, para que existe?. Se a internet fosse de
boa qualidade, mas isso não ocorre e somos vítimas de achaque diário das
operadoras para mudar de pacote, com ameaça de redução da velocidade, quando o
contrato não permite isso.
A situação é crítica, mas mostra uma grande oportunidade do
Brasil para investir em tecnologia. Defendemos os grandes, médios e pequenos
empreendedores, só não somos defensores de que o usuário/consumidor seja
encurralado com kits, placas e pacotes que é obrigado a comprar para ter acesso
ao item que necessita.
Falando em tecnologia, não deixemos que a realidade de certas redes sociais nos alienem do presente. Como? Eu diria que, antigamente o próximo era próximo, era presente. Hoje o distante é próximo, embora ausente e o próximo é zumbi de smartphone, estando também ausente. Conclusão: Vivemos em um falso individualismo em que as pessoas fingem que não interagem com as pessoas presentes, esquecendo que geralmente dependem dos presentes para viver.
#zumbiDeSmartphone
#monopólio
#cartel
#trusts
#IvoZanoni
Falando em tecnologia, não deixemos que a realidade de certas redes sociais nos alienem do presente. Como? Eu diria que, antigamente o próximo era próximo, era presente. Hoje o distante é próximo, embora ausente e o próximo é zumbi de smartphone, estando também ausente. Conclusão: Vivemos em um falso individualismo em que as pessoas fingem que não interagem com as pessoas presentes, esquecendo que geralmente dependem dos presentes para viver.
#zumbiDeSmartphone
#monopólio
#cartel
#trusts
#IvoZanoni
domingo, 24 de abril de 2016
AVIÃO MOVIDO A ENERGIA SOLAR
Los Angeles, 22 Abr 2016 (AFP) - O avião ecológico suíço Solar Impulse 2 completou nesta sexta-feira um terço de sua travessia entre o Havaí e a Califórnia, na tentativa de fazer história e se tornar a primeira aeronave a dar a volta ao mundo sem combustível, informou a equipe.
O piloto suíço Bertrand Piccard, de 58 anos, consegue apenas mover pernas e braços na reduzida cabine, onde permanecerá as 62 horas de duração do voo até a costa oeste americana.
"É complicado para Bertrand fazer exercícios físicos para combater a atrofia muscular em uma cabine de 3,8 m3, mas treinou para isto durante os últimos anos", explicou a legenda da foto postada no site do projeto.
O Solar Impulse 2, que tem 72 metros de comprimento e pesa 2,3 toneladas, é capaz de voar de dia e de noite, graças às suas milhares de células fotovoltaicas.
A equipe prevê que o avião chegue no sábado à tarde-noite à cidade de Mountain View, perto de San Francisco e no coração do Vale do Silício.
A decolagem ocorreu na quinta-feira às 06H15 locais (13H15 de Brasília) do aeroporto de Kalaeloa, próximo de Honolulu, capital deste arquipélago americano localizado no meio do Pacífico.
O avião tem como meta dar a volta ao mundo movido unicamente pela energia solar.
O desafio começou em 9 de março de 2015 em Abu Dhabi, onde está previsto que tenha fim após percorrer 35 mil quilômetros.
O projeto já fez história em julho do ano passado, quando o veterano aviador suíço e cofundador do projeto, André Borschberg, de 63 anos, bateu o recorde de voo solo para percorrer em cinco dias e cinco noites - 117 horas e 52 minutos - os 8.900 km que separam a cidade japonesa de Nagoia do Havaí, a etapa mais difícil.
O avião precisou, no entanto, pousar no arquipélago porque as baterias superaqueceram.
Após chegar à Califórnia, a etapa seguinte do Solar Impulse 2 será cruzar o país e chegar a Nova York, onde vai se preparar para a travessia e cruzar o Atlântico.
Obs.: Artigo transcrito do sitio da uol, publicado hoje, 24/04/2016.
Link da fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2016/04/22/aviao-solar-impulse-2-voa-a-plena-maquina-do-havai-para-a-california.htm
(#EnergiaSolar)
O piloto suíço Bertrand Piccard, de 58 anos, consegue apenas mover pernas e braços na reduzida cabine, onde permanecerá as 62 horas de duração do voo até a costa oeste americana.
"É complicado para Bertrand fazer exercícios físicos para combater a atrofia muscular em uma cabine de 3,8 m3, mas treinou para isto durante os últimos anos", explicou a legenda da foto postada no site do projeto.
O Solar Impulse 2, que tem 72 metros de comprimento e pesa 2,3 toneladas, é capaz de voar de dia e de noite, graças às suas milhares de células fotovoltaicas.
A equipe prevê que o avião chegue no sábado à tarde-noite à cidade de Mountain View, perto de San Francisco e no coração do Vale do Silício.
A decolagem ocorreu na quinta-feira às 06H15 locais (13H15 de Brasília) do aeroporto de Kalaeloa, próximo de Honolulu, capital deste arquipélago americano localizado no meio do Pacífico.
O avião tem como meta dar a volta ao mundo movido unicamente pela energia solar.
O desafio começou em 9 de março de 2015 em Abu Dhabi, onde está previsto que tenha fim após percorrer 35 mil quilômetros.
O projeto já fez história em julho do ano passado, quando o veterano aviador suíço e cofundador do projeto, André Borschberg, de 63 anos, bateu o recorde de voo solo para percorrer em cinco dias e cinco noites - 117 horas e 52 minutos - os 8.900 km que separam a cidade japonesa de Nagoia do Havaí, a etapa mais difícil.
O avião precisou, no entanto, pousar no arquipélago porque as baterias superaqueceram.
Após chegar à Califórnia, a etapa seguinte do Solar Impulse 2 será cruzar o país e chegar a Nova York, onde vai se preparar para a travessia e cruzar o Atlântico.
Obs.: Artigo transcrito do sitio da uol, publicado hoje, 24/04/2016.
Link da fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2016/04/22/aviao-solar-impulse-2-voa-a-plena-maquina-do-havai-para-a-california.htm
(#EnergiaSolar)
terça-feira, 5 de agosto de 2014
SUGESTÕES DE LIVROS ATUAIS
TECNOLOGIA:
DANIEL ICHBIAH, Bill Gates et la saga de Microsoft.
JIM HOLT. Por que o mundo existe?.
LARRY DOWNES/PAUL NUNES. Bigbang Disruption.
NICK BOSTROM, Superintelligence.
PETER NORVIG, Inteligência Artificial.
RAY KURTZWEIL, La singularidad está cerca.
STEVEN LEVY, Google.
WALTER ISAACSON. Steve Jobs.
PERELMUTER, Guy. Futuro Presente.
#inteligênciaArtificial
#ArtificialInteligence
DANIEL ICHBIAH, Bill Gates et la saga de Microsoft.
JIM HOLT. Por que o mundo existe?.
LARRY DOWNES/PAUL NUNES. Bigbang Disruption.
NICK BOSTROM, Superintelligence.
PETER NORVIG, Inteligência Artificial.
RAY KURTZWEIL, La singularidad está cerca.
STEVEN LEVY, Google.
WALTER ISAACSON. Steve Jobs.
PERELMUTER, Guy. Futuro Presente.
#inteligênciaArtificial
#ArtificialInteligence
quarta-feira, 4 de junho de 2014
FOGUEIRA DE SÃO JOÃO
Não devemos confundir festa junina com fogueira de São João. Esta última é apenas um detalhe daquela, dispensável conforme o caso. No Brasil a fogueira coincide com a maior frequência de podas de árvores e folhagens que ocorrem no outono e início do inverno, quando sobram galhos secos. Em outros continentes ela ocorre no início do verão por que o calor da estação não requer mais lenha e são descartados os entulhos decorrentes de uma longa estação fria, coberta de neve e gelo, que gerou muitos galhos e folhas agora secas.
#FogueiraDeSãoJoão
#SãoJoão
#FogueiraDeSãoJoão
#SãoJoão
sexta-feira, 30 de maio de 2014
O NADA
O NADA NÃO É NADA!
Se, para Einstein "Descartes não estava longe da verdade ao julgar que a existência de um espaço vazio deve ser rejeitada" (A teoria da relatividade - sobre a teoria da relatividade especial e geral), cujo núcleo da teoria é de que não existe espaço sem campo, realmente, não há campo depois do espaço.
Existe uma polêmica filosófica sobre o real significado do
nada. A pergunta que se faz é: Porque existe alguma coisa e não apenas o nada?.
Se Deus fez o mundo do nada, à luz da Física, seria porque o big bang se expandiu a partir de um ponto, que se esticou para o nada, então, do nada temos o universo em expansão, e também, além da expansão temos o nada. Isso se a hipótese do big bang for verdadeira.
A lógica matemática sugere que o nada poderia ser a
circunferência de raio 0 (zero). Mas esta afirmação não passa de uma ficção. O próprio
nada é uma ficção, pois que, por ser nada, em princípio, não existe.
O grande filósofo brasileiro Mário Ferreira dos Santos (Filosofia Concreta) definiu o nada absoluto como a total ausência de qualquer coisa (2020, p. 26).
Se o nada não existe, e nunca existiu, em tempo algum e
lugar algum, não há porque nos preocuparmos com ele, poderíamos dizer que ele mesmo é uma ficção de
nosso raciocínio. Será?
Nossa própria existência atesta a ausência do nada, no nosso espaço, claro, e, se existe o nada (existência do nada, será isto contraditório?), ele está além do espaço.
Se, para Einstein "Descartes não estava longe da verdade ao julgar que a existência de um espaço vazio deve ser rejeitada" (A teoria da relatividade - sobre a teoria da relatividade especial e geral), cujo núcleo da teoria é de que não existe espaço sem campo, realmente, não há campo depois do espaço.
Por outro lado, o telescópio mais potente e moderno de todos, lançado ao espaço, batizado de James Webb, da Nasa, revelou que, a partir de um certo ponto, nada existe, seria como uma parede, a partir da qual não há nem mesmo espaço, pois que o espaço está se expandindo. Expandindo para onde? só pode ser para o nada.
Uma outra visão seria a do ponto central de uma esfera, ou seja a esfera inicial de raio zero já referida, baseada na definição de círculo dada por Platão (Carta VII, 342a), de que círculo é aquilo que mantém das extremidades ao meio igual distância em toda parte. Neste ponto de partida, se Deus fez o mundo do nada, o nada seria este ponto central de tudo, sem objetos ao redor. O nada, então, repete-se, seria o ponto inicial do Big Bang, ou o ponto além do atual limite de expansão do universo, tendo-se em conta que ele se expande para o nada.
Há aqueles que afirmam a existência de vários universos, quer dizer, se eles existirem, estão dentro do nada, se expandindo até o nada. Neste caso, o que separa os universos é o nada.
Alguém pode dizer que o nada se situa depois do fim do universo, como já dito, além do seu limite de expansão, mas só o fato de atribuirmos a ele um endereço já significaria que ele está
disfarçado de alguma coisa e não seria penas o nada? Logo, se o nada é nada, nada a ver...? Não, seria tudo a ver.
Para o filósofo brasileiro reconhecido mais no exterior que em nossas retrógradas academias (zero prêmios Nobel), "É o axioma da filosofia grega: do nada, nada se gera (ex nihilo nihil), e o nada aqui seria tomado em sentido absoluto, pois a possibilidade pode ser nada em ato, e não nada em potência... E se a potência não é admitida, teremos, então, o nada absoluto, o que torna o pensamento fatalmente aporético*".
(*) Aporético: cujas mesmas premissas levam a conclusões contraditórias (Filosofia da Crise, São Paulo: É Realizações, 2017. pp 72-73).
Daí vem um dito popular: "De onde nada se espera, é dali que não vem nada mesmo".
(BIBLIOGRAFIA: SANTOS, Mario Ferreira dos. Filosofia da Crise, e Filosofia concreta. PLATÃO, Carta VII. EINSTEIN, Albert. Teoria da relatividade - a teoria da relatividade especial e geral. HOLT, Jim. Por que o mundo existe?)
(BIBLIOGRAFIA: SANTOS, Mario Ferreira dos. Filosofia da Crise, e Filosofia concreta. PLATÃO, Carta VII. EINSTEIN, Albert. Teoria da relatividade - a teoria da relatividade especial e geral. HOLT, Jim. Por que o mundo existe?)
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