domingo, 24 de abril de 2016

AVIÃO MOVIDO A ENERGIA SOLAR

Los Angeles, 22 Abr 2016 (AFP) - O avião ecológico suíço Solar Impulse 2 completou nesta sexta-feira um terço de sua travessia entre o Havaí e a Califórnia, na tentativa de fazer história e se tornar a primeira aeronave a dar a volta ao mundo sem combustível, informou a equipe.

O piloto suíço Bertrand Piccard, de 58 anos, consegue apenas mover pernas e braços na reduzida cabine, onde permanecerá as 62 horas de duração do voo até a costa oeste americana.

"É complicado para Bertrand fazer exercícios físicos para combater a atrofia muscular em uma cabine de 3,8 m3, mas treinou para isto durante os últimos anos", explicou a legenda da foto postada no site do projeto.

O Solar Impulse 2, que tem 72 metros de comprimento e pesa 2,3 toneladas, é capaz de voar de dia e de noite, graças às suas milhares de células fotovoltaicas. 

A equipe prevê que o avião chegue no sábado à tarde-noite à cidade de Mountain View, perto de San Francisco e no coração do Vale do Silício.

A decolagem ocorreu na quinta-feira às 06H15 locais (13H15 de Brasília) do aeroporto de Kalaeloa, próximo de Honolulu, capital deste arquipélago americano localizado no meio do Pacífico.

O avião tem como meta dar a volta ao mundo movido unicamente pela energia solar.

O desafio começou em 9 de março de 2015 em Abu Dhabi, onde está previsto que tenha fim após percorrer 35 mil quilômetros.

O projeto já fez história em julho do ano passado, quando o veterano aviador suíço e cofundador do projeto, André Borschberg, de 63 anos, bateu o recorde de voo solo para percorrer em cinco dias e cinco noites - 117 horas e 52 minutos - os 8.900 km que separam a cidade japonesa de Nagoia do Havaí, a etapa mais difícil.

O avião precisou, no entanto, pousar no arquipélago porque as baterias superaqueceram.

Após chegar à Califórnia, a etapa seguinte do Solar Impulse 2 será cruzar o país e chegar a Nova York, onde vai se preparar para a travessia e cruzar o Atlântico.

Obs.: Artigo transcrito do sitio da uol, publicado hoje, 24/04/2016.
Link da fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2016/04/22/aviao-solar-impulse-2-voa-a-plena-maquina-do-havai-para-a-california.htm
(#EnergiaSolar)


terça-feira, 5 de agosto de 2014

SUGESTÕES DE LIVROS ATUAIS

TECNOLOGIA:

DANIEL ICHBIAH, Bill Gates et la saga de Microsoft.
JIM HOLT. Por que o mundo existe?.
LARRY DOWNES/PAUL NUNES. Bigbang Disruption.
NICK BOSTROM, Superintelligence.
PETER NORVIG, Inteligência Artificial.
RAY KURTZWEIL, La singularidad está cerca.
STEVEN LEVY, Google.
WALTER ISAACSON. Steve Jobs.
PERELMUTER, Guy. Futuro Presente.
#inteligênciaArtificial
#ArtificialInteligence

quarta-feira, 4 de junho de 2014

FOGUEIRA DE SÃO JOÃO

Não devemos confundir festa junina com fogueira de São João.  Esta última é apenas um detalhe daquela, dispensável conforme o caso. No Brasil a fogueira coincide com a maior frequência de podas de árvores e folhagens que ocorrem no outono e início do inverno, quando sobram galhos secos. Em outros continentes ela ocorre no início do verão por que o calor da estação não requer mais lenha e são descartados os entulhos decorrentes de uma longa estação fria, coberta de neve e gelo, que gerou muitos galhos e folhas agora secas.
#FogueiraDeSãoJoão
#SãoJoão

sexta-feira, 30 de maio de 2014

O NADA


O NADA NÃO É NADA!

Existe uma polêmica filosófica sobre o real significado do nada. A pergunta que se faz é: Porque existe alguma coisa e não apenas o nada?.

Se Deus fez o mundo do nada, à luz da Física, seria porque o big bang se expandiu a partir de um ponto, que se esticou para o nada, então, do nada temos o universo em expansão, e também, além da expansão temos o nada. Isso se a hipótese do big bang for verdadeira.

A lógica matemática sugere que o nada poderia ser a circunferência de raio 0 (zero). Mas esta afirmação não passa de uma ficção. O próprio nada é uma ficção, pois que, por ser nada, em princípio, não existe.

O grande filósofo brasileiro Mário Ferreira dos Santos (Filosofia Concreta) definiu o nada absoluto como a total ausência de qualquer coisa (2020, p. 26). Mas não é desse nada que tratamos, que é excludente de tudo, pois que alguma coisa existe e, se existe, está fora do nada.

Se o nada não existe, e nunca existiu, em tempo algum e lugar algum, não há porque nos preocuparmos com ele, poderíamos dizer que ele mesmo é uma ficção de nosso raciocínio. Será?

Nossa própria existência atesta a ausência do nada, no nosso espaço, claro, e, se existe o nada (existência do nada, será isto contraditório?), ele está além do espaço.

Se, para Einstein "Descartes não estava longe da verdade ao julgar que a existência de um espaço vazio deve ser rejeitada" (A teoria da relatividade - sobre a teoria da relatividade especial e geral), cujo núcleo da teoria é de que não existe espaço sem campo, realmente, não há campo depois do espaço.

Por outro lado, o telescópio mais potente e moderno de todos, lançado ao espaço, batizado de James Webb, da Nasa, revelou que, a partir de um certo ponto, nada existe, seria como uma parede, a partir da qual não há nem mesmo espaço, pois que o espaço está se expandindo. Expandindo para onde? só pode ser para o nada.

Uma outra visão seria a do ponto central de uma esfera, ou seja a esfera inicial de raio zero já referida, baseada na definição de círculo dada por Platão (Carta VII, 342a), de que círculo é aquilo que mantém das extremidades ao meio igual distância em toda parte. Neste ponto de partida, se Deus fez o mundo do nada, o nada seria este ponto central de tudo, sem objetos ao redor. O nada, então, repete-se, seria o ponto inicial do Big Bang, ou o ponto além do atual limite de expansão do universo, tendo-se em conta que ele se expande para o nada.

Há aqueles que afirmam  a existência de vários universos, quer dizer, se eles existirem, estão dentro do nada, se expandindo até o nada. Neste caso, o que separa os universos é o nada. 

Alguém pode dizer que o nada se situa depois do fim do universo, como já dito, além do seu limite de expansão, mas só o fato de atribuirmos a ele um endereço já significaria que ele está disfarçado de alguma coisa e não seria penas o nada? Logo, se o nada é nada, nada a ver...? Não, seria tudo a ver.

Para o filósofo brasileiro reconhecido mais no exterior que em nossas retrógradas academias (zero prêmios Nobel), "É o axioma da filosofia grega: do nada, nada se gera (ex nihilo nihil), e o nada aqui seria tomado em sentido absoluto, pois a possibilidade pode ser nada em ato, e não nada em potência... E se a potência não é admitida, teremos, então, o nada absoluto, o que torna o pensamento fatalmente aporético*".
(*) Aporético: cujas mesmas premissas levam a conclusões contraditórias (Filosofia da Crise, São Paulo: É Realizações, 2017. pp 72-73).

Daí vem um dito popular: "De onde nada se espera, é dali que não vem nada mesmo".

(BIBLIOGRAFIA: SANTOS, Mario Ferreira dos. Filosofia da Crise, e Filosofia concreta. PLATÃO, Carta VII. EINSTEIN, Albert. Teoria da relatividade - a teoria da relatividade especial e geral. HOLT, Jim. Por que o mundo existe?)

sábado, 5 de abril de 2014

A VIDA NAS PARTÍCULAS

No micro universo, se toda a matéria se compõe de partículas e energia em movimento aleatório, a vida, neste contexto, pode ser representada por uma sinfonia que cria uma ordem neste movimento. A vida é ordem no caos, ordem que se encontra na natureza como gênero e nos seres vivos como espécie. Lembra a sinfonia da vida, a música da cítara de Orfeu, que fazia as pedras se aproximarem para ouvi-la, adquirindo momentânea vida própria. Recorda ainda os agudos da voz de Edith Piaf, que provocavam a quebra de cristais. Pergunta-se: Qual a verdadeira ordem do universo?
#OrdemDoUniverso
#UniversoElegante
#ElegantUniverse
#Orfeu

terça-feira, 1 de abril de 2014

ITAJAÍ E CAMBORIÚ: a origem dos dois nomes

Segundo o escritor itajaiense Hermes Justino Patrianova (“Pequeno Livro”, disponível na Biblioteca do IFES/Itajaí), Itajaí vem do nome de um pássaro nativo da região, chamado Jaó. Então, o chamado “bico do papagaio”, rocha existente à esquerda da estrada de acesso à praia de Cabeçudas, na verdade, é um jaó de pedra, um “ita jaó” em tupi-guarani, do que resultou o nome da cidade de Itajaí. Outro nome curioso é Camboriú. Alguns, sem fundamento, falam em câmbio do rio, ou seja, do outro lado do rio (hoje, rio Camboriú). Mas o mesmo escriba Patrianova defende e demonstra, no mesmo livro, que Camboriú vem de uma palavra indígena que significa seio de mulher.  E o formato de tal seio está estampado no perfil do morro que, quem se aproxima de Balneário Camboriú, pelo norte, avista à esquerda da BR 101. (Palavras-chave: Camboriú, Itajaí, Itajaó, Morro do Seio)
#BalneárioCamboriú
#PraiaDeCamboriú
#Camboriú

15 DE DEZEMBRO: DIA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

A data oficial da independência do Brasil, 7 de setembro de 1822, pode ser contestada?. Esta, em verdade, é a data do acordo, em família, para que Pedro de Alcântara obtivesse um reino para si, como era usual entre as famílias imperiais desde há muito, em que algum soberano tratasse de conseguir um reino para seu filho, sua filha ou algum amigo especial. Existe uma data mais aceitável, do ponto de vista histórico, como sendo da verdadeira e real independência do Brasil:  15 de dezembro de 1815, quando D. João elevou o Brasil à categoria de Reino Unido a Portugal, com soberania de país livre, ligado comunitariamente com Portugal. Aliás, enquanto a família real permaneceu no Brasil, na vigência do Reino Unido, a situação se inverteu e Portugal é que passou a ser colônia do Brasil. Esta situação do Brasil Reino Unido a Portugal não teve volta para a categoria de colônia e, em 1822, D. Pedro, por recomendação do próprio D. João, príncipe regente (ainda não havia sucedido D. Maria I), apenas decretou a separação do Brasil do Reino Unido a Portugal (uma espécie de "brexit" tupiniquim). A recomendação foi nestes termos: "Meu filho, se o Brasil se separar, antes seja para ti, que me hás de respeitar, do que para algum desses aventureiros". A frase de D. João fala em separação e não em independência, considerando que o Brasil já era um reino unido (ou membro de um reino unido) e, por que não dizer, soberano. Defendo esta tese. (Palavras-chave: História do Brasil, Independência do Brasil, D. João VI, D. Pedro I, Pedro de Alcântara, Reino Unido a Portugal, Reino Unido.

Também, a capital do Reino de Portugal era Rio de Janeiro, se houve ruptura, alguma forma de "brexit" em relação ao Reino Unido a Portugal, significa que não havia a possibilidade de o país voltar a ser colônia, o que nunca foi, pois foi sempre uma dependência do reino. Logo, a História do Brasil, é o própria História de Portugal, ou, pelo menos, faz parte dela como parte mesmo.

Concluindo, no livro Breve História de Portugal (A. H. de Oliveira Marques, 7 ed. Lisboa: Presença, 2009. p. 424) consta:

“Em 1815, o passo decisivo e inevitável no campo político-administrativo teve de ser dado: o Brasil deixou a condição de colônia, sendo elevado à categoria de reino, com suas instituições próprias. Seguindo o modelo inglês, criou-se o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve, com igualdade recíproca de direitos e deveres. As capitanias foram abolidas e substituídas por províncias, à maneira europeia. Leis sucessivas tenderam a pôr fim a todos os atributos coloniais e a estabelecer no Brasil uma réplica do Portugal independente”.

Se isto não é independência e emancipação como Estado, então eu não sei o que é independência. São Paulo, transparece dos fatos, roubou a cena da independência criando a farsa do Ipiranga. O quadro de Pedro Américo foi encomendado 70 anos depois.

Para o respeitado historiador José Honório Rodrigues "Parafraseando José Clemente se pode escrever com inteira razão que a Independência á glória fluminensse" (in: Independência: revolução e contra-revolução, 1975, p.13).

Me parece que o grito do Ipiranga foi criado 70 anos depois do rompimento com Portugual, a partir do quadro, sob encomenda de São Paulo, de Pedro Américo.

O que existe no Museu do Ipiranga? confesso que pretendo conhecer e irei ainda conhecer, somente para saber o que têm de concreto lá, como prova do grito do Ipiranga, de antes da pintura sob encomenda, de Pedro Américo.

Uma invenção tipicamente tupiniquim: a memória nacional, para substituir a história. Coisa típica do Grande Irmão do 1984 de George Orwell.

Memória nacional é, não somente em minha opinião, como um armário de bugigangas. As bugigangas são fatos isolados, geralmente desconexos, sobre os quais a mídia cria artificialMente suas narrativas para justificar qualquer coisa.


BIBLIOGRAFIA. HERMIDA, Antonio José Borges. Compendio de História do Brasil. 49 ed. Cia Editora Nacional, São Paulo, 1965. FAUSTO, Boris. História Concisa do Brasil. 2 ed.  Edusp, São Paulo, 2006. MARQUES, A. H. de Oliveira. Breve História de Portugal. RODRIGUES, José Honório. Teoria da História do Brasil, Filosofia e História, e Independência: revolução e contra-revolução, 1975.





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